Vazio
È apenas vazio o que tenho em mente, sinto a carne queimar.
Nesse meu verão mental e físico, real e constante. Tem em si um inferno.
Vêm em mim almas perdidas e contam a mim segredos de outrora.
Falo de seus defeitos em tons de elogio, elas sorriem.
Onde erro? Ó inferno real.
Já agora, sinto saudade de “só”, já agora me encontro, e deitado me vem à doçura.
Qual o lado certo? Quantos duvidam de mim? Quem sou eu?
Perdido e com fome e sede mim.
Vazio.
Soa como um refrão, da música que tem como caixa amplificada meu corpo.
Vazio.
Outra vez vazio.
Querida alma, retoma o caminho de meu tão perdido corpo.
Viva em tu mesma, cheia de conflitos e de suas próprias perguntas estúpidas.
Porque se for para ser estúpido melhor ser original.
Sei onde quero chegar, mas nem sei como chegar.
O mapa está aqui. Em algum lugar desse inferninho (minha cabeça).
“Hey Dude!” não quero atrapalhar, na verdade, não quero nem te ver!
Mas esse calor não me deixa pensar muito, pois não?
Espero que dê tudo certo, mesmo que nunca tenha sido bom em esperar.
Logo eu, tão vazio.
Casado de coisas que nunca gostei. Tão cansado.
Queria não ter experimentado, gostaria de ter preconceitos.
De “achar” sem ter sentido
Preconceitos vazios e cruéis, mesmo daqueles.
Aqueles formadores de nossas piores frases.
Nossas frases mais vazias... Vazias como agente.

SANTA BUSCA por Dean

Escrito por Dean às 05h02


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Minhas flores morreram,
Eu as trazia com tanto cuidado, mesmo em minhas mãos, elas morreram.
Cada uma delas, cuidadas como se fossem a ultima.
Tanto cuidado foi em vão.
O calor do nosso inferno as matou como o frio de nosso inverno também o faria.
Bem, elas tinham que morrer, para ver como podemos enxergar a beleza na memória de bons dias.
Fé na vida. Mataremos tudo que não pertence só a nós.
As flores que trouxe não eram minhas, nem suas.
Elas pertenciam a todos.
Abra a porta, para nosso novo homicídio coletivo.
Amanhã serão os cães de rua. Atropelaremos um a um.
Até que todos os malditos cães morram, todos.
Eles não são nossos.
Minhas flores estão mortas, mulher.
Eu não cuidei delas de jeito
Veja como secam nesse sol.
Trago em minhas mãos vossas pétalas mais escuras.
Encarnado, Vermelho e Rubra Cor.
Tons de sangue pisado.
Matem os cães, deixem me vivo.
Um homicida, um maníaco e um homem normal.
Mataremos tudo que não pertence a nós.
Mataremos a mim por você e a você por mim.
Atire quando ver o castanho de meus olhos.
Atire entre eles, mulher.
Eu sei quem errou!
Fui eu!
Onde errei?
Na minha primeira frase por você.
Mataremos a poesia e de quebra a música.
Mataremos tudo que se mexer no raio de quilômetros.
Assim que amanheça, até anoitecer.

FUNERAL DA FLORES por Dean

Escrito por Dean às 05h01


[]


Ontem eu resolvi mudar.
Sentei à mesa com o arquiteto.
Refizemos os planos, o que ele quer e o que eu quero.
Antes de tudo isso eu havia chorado um cem numero de vezes.
Já não há de haver motivos para tanto, já não há!
Olhei para o céu mais uma vez e vi como era claro.
Esperei tocar uma canção que jamais tinha ouvido e ela me tocou.
Um mundo extremo e rápido me tirou de meu lugar.
E me perguntei – Onde é o meu lugar?
Santa mãe, minha heroína levanta a mão.
Minha Gaya, minha Bárbara e minha Santa Estrangeira.
Ó Sara, erga tua mão.
Sinto-me tão fraco ante ao mundo novo.
Antes apenas um ignorante, um tolo.
Pois os tolos têm a armadura mais forte contra a dor.
Os tolos são livres.
Eu quis ser livre quando era tolo, mas inevitavelmente algo em mim não era manso.
Eu busquei o seu nome e busquei intimidade com a arquitetura.
Eu busquei uma vida nova de conhecimentos e testes, experimentos e provas.
Foi então que o guardião me deu seu “sim”
Andei em passos retos e minha roupa era tão longa que tocava o chão.
De um azul tão lindo quanto o que se vê no céu pela manhã.
Quantas vezes eu dormi em sua casa. A espera de tocar a música da “Hora”.
O inicio da sensibilidade, do encontro com meu mestre.
Por isso tudo foi que mudei.
Para que meus olhos brilhassem ante as velas, com nossa luz, nossa vida e o nosso maior amor.
Para quê a razão se perca e a gente se encontre nas tardes de um sábado quente ou frio.
No sábado de nossa alma, em um sábado em nosso santo lugar.
Havia uma rosa na entrada e eu me calei...

O SÁBADO DE NOSSA ALMA por Dean

Escrito por Dean às 05h01


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