Aonde cheguei, garota?
Os lugares que passei eram tão grandes e agora vivo trancado nesse quarto.
Meus muros, minhas grades, eu tenho tanto medo do sol que escondo meus olhos dele.
Atravessa o vidro frágil e quebradiço, invade minha íris e me causa dor.
Quem são vocês ao meu redor, agente não se conhece faz tempo.
Se às vezes tenho dúvidas se continuo sendo o mesmo, tenho certezas que você não é.
Meu mundo de estranhos.
Ontem não joguei bem... Hoje não pretendo beber.
Não sei... Mas algo está estranho... Algo está mudado... Algo não está certo
Serei eu “algo”?
São tantas perguntas sem respostas como violência sem motivo.
É tanta burrice que minha cabeça dói diante de tais complexidades filosóficas.
Que sou eu para falar de filosofia? Maldito e pequeno homem...
Um gigante estúpido de burrice e aspereza... Rude... Meu segundo nome...
Terça feira que vem tudo muda... Ainda bem que minha mente é ridiculamente fútil.
E consigo esquecer tudo que sinto dois dias atrás...
Agora eu cheguei...

GRANDE E ESTÚPIDO por Dean

Escrito por Dean às 15h24


[]


Estiquei-me todo, a fim de alcançar o céu.
Em vão, permanecem longe de mim tais nuvens.
Desespera-me não te tocar minha estrela.
Mesmo este dia claro te vejo em meu céu.
Nossa aliança esta firme. Vejo-a em tudo que toco.
Minha guia mestra, minha direção dos meus novos olhos.
Tudo que sei te disse, sei que não era muito.
Tudo que quero saber é por mim e por nós.
Quando agente se vê agente se sente completo.
Sem ti não movo meus dedos, não sinto o chão.
Mas esse voar não é suficiente para tocar o céu.
Não me contento com tanto e nem com tudo.
Não me contento com o que eu não preciso.
Estiquei-me todos os dedos e dessa vez pelo menos sei a tua altura.
Sinto frio por dentro e calor imenso por fora.
Pois sinto esse sol e você ao meu redor.
Fica por perto, eu preciso de você...

BEM PERTO DE MIM por Dean

Escrito por Dean às 15h23


[]


Olhar perdido de quem espera.
Já sei quantas horas se passaram,
E de tanto esperar, meus olhos se perderam no meio do céu.
Preciso encontrar, preciso de meu tempo de volta.
São tantas as necessidades, que a saudade dos novos tempos me consome.
Olhar perdido e alma também.
Acredito no caminho, mas tenho tanto medo que não sei que palavra caberá na próxima frase.
Então é assim, sem uma palavra boa de usar.
Caminho na febre do mundo em busca de paz de espírito, pois meu espírito não esta pronto.
Dizem por ai que um dia chega uma luz tão forte que não se enxerga nada alem dela.
Então é assim, uma grande luz e a cegueira em seqüência.
O vai, vem e a volta.
A cidade me mata, toda a cidade me mata. Qualquer delas, para ser exato.
Eu disse tantas coisas ontem e não me lembre da metade.
Tenho em minhas mãos uma grande queimadura.
Ainda agora meu olhar está perdido atrás de meus pequenos olhos castanhos.
Minhas pegadas estão em dois continentes diferentes, minhas palavras ecoam por entre os corvos. Por Vitória e por ela também.
Sei que já perguntei a ti, mais de três vezes, mas não resisto!
Onde fica minha casa!?
Tenho esperança que saiba me responder
E se não souber, nós não saberemos mais de nada.
De nada em absoluto...

QUALQUER DELAS, PARA SER EXATO por Dean

Escrito por Dean às 01h34


[]


Hoje não há poesia, nem rima inútil qualquer.
Escolho as horas apenas por acaso.
Não sei onde me esconder, pois são tantos lugares distantes.
Hoje não tem sombra, não há sol também.
Nosso calor consumirá a terra inteira.
Depois de tudo quando vier a paz, contaremos estórias do tempo das guerras.
Mentiremos e nos faremos de heróis, sim grandes heróis.
Vamos ser eternos nesse dia, ou nessa noite.
Faltam duas horas e meia para que morramos nessa chama.
Eu sei o que não preciso saber, e o que eu precisava esconderam de mim.
Tudo me vem tarde demais, minha casa, meu amor e meu sorriso.
Espero me tocar algum dia e deixar brotar em mim o que sou sem medir nada.
Olha.
Eu ainda não sei meu nome.

CAFEINA por Dean

Escrito por Dean às 01h34


[]


Vazio
È apenas vazio o que tenho em mente, sinto a carne queimar.
Nesse meu verão mental e físico, real e constante. Tem em si um inferno.
Vêm em mim almas perdidas e contam a mim segredos de outrora.
Falo de seus defeitos em tons de elogio, elas sorriem.
Onde erro? Ó inferno real.
Já agora, sinto saudade de “só”, já agora me encontro, e deitado me vem à doçura.
Qual o lado certo? Quantos duvidam de mim? Quem sou eu?
Perdido e com fome e sede mim.
Vazio.
Soa como um refrão, da música que tem como caixa amplificada meu corpo.
Vazio.
Outra vez vazio.
Querida alma, retoma o caminho de meu tão perdido corpo.
Viva em tu mesma, cheia de conflitos e de suas próprias perguntas estúpidas.
Porque se for para ser estúpido melhor ser original.
Sei onde quero chegar, mas nem sei como chegar.
O mapa está aqui. Em algum lugar desse inferninho (minha cabeça).
“Hey Dude!” não quero atrapalhar, na verdade, não quero nem te ver!
Mas esse calor não me deixa pensar muito, pois não?
Espero que dê tudo certo, mesmo que nunca tenha sido bom em esperar.
Logo eu, tão vazio.
Casado de coisas que nunca gostei. Tão cansado.
Queria não ter experimentado, gostaria de ter preconceitos.
De “achar” sem ter sentido
Preconceitos vazios e cruéis, mesmo daqueles.
Aqueles formadores de nossas piores frases.
Nossas frases mais vazias... Vazias como agente.

SANTA BUSCA por Dean

Escrito por Dean às 05h02


[]


Minhas flores morreram,
Eu as trazia com tanto cuidado, mesmo em minhas mãos, elas morreram.
Cada uma delas, cuidadas como se fossem a ultima.
Tanto cuidado foi em vão.
O calor do nosso inferno as matou como o frio de nosso inverno também o faria.
Bem, elas tinham que morrer, para ver como podemos enxergar a beleza na memória de bons dias.
Fé na vida. Mataremos tudo que não pertence só a nós.
As flores que trouxe não eram minhas, nem suas.
Elas pertenciam a todos.
Abra a porta, para nosso novo homicídio coletivo.
Amanhã serão os cães de rua. Atropelaremos um a um.
Até que todos os malditos cães morram, todos.
Eles não são nossos.
Minhas flores estão mortas, mulher.
Eu não cuidei delas de jeito
Veja como secam nesse sol.
Trago em minhas mãos vossas pétalas mais escuras.
Encarnado, Vermelho e Rubra Cor.
Tons de sangue pisado.
Matem os cães, deixem me vivo.
Um homicida, um maníaco e um homem normal.
Mataremos tudo que não pertence a nós.
Mataremos a mim por você e a você por mim.
Atire quando ver o castanho de meus olhos.
Atire entre eles, mulher.
Eu sei quem errou!
Fui eu!
Onde errei?
Na minha primeira frase por você.
Mataremos a poesia e de quebra a música.
Mataremos tudo que se mexer no raio de quilômetros.
Assim que amanheça, até anoitecer.

FUNERAL DA FLORES por Dean

Escrito por Dean às 05h01


[]


Ontem eu resolvi mudar.
Sentei à mesa com o arquiteto.
Refizemos os planos, o que ele quer e o que eu quero.
Antes de tudo isso eu havia chorado um cem numero de vezes.
Já não há de haver motivos para tanto, já não há!
Olhei para o céu mais uma vez e vi como era claro.
Esperei tocar uma canção que jamais tinha ouvido e ela me tocou.
Um mundo extremo e rápido me tirou de meu lugar.
E me perguntei – Onde é o meu lugar?
Santa mãe, minha heroína levanta a mão.
Minha Gaya, minha Bárbara e minha Santa Estrangeira.
Ó Sara, erga tua mão.
Sinto-me tão fraco ante ao mundo novo.
Antes apenas um ignorante, um tolo.
Pois os tolos têm a armadura mais forte contra a dor.
Os tolos são livres.
Eu quis ser livre quando era tolo, mas inevitavelmente algo em mim não era manso.
Eu busquei o seu nome e busquei intimidade com a arquitetura.
Eu busquei uma vida nova de conhecimentos e testes, experimentos e provas.
Foi então que o guardião me deu seu “sim”
Andei em passos retos e minha roupa era tão longa que tocava o chão.
De um azul tão lindo quanto o que se vê no céu pela manhã.
Quantas vezes eu dormi em sua casa. A espera de tocar a música da “Hora”.
O inicio da sensibilidade, do encontro com meu mestre.
Por isso tudo foi que mudei.
Para que meus olhos brilhassem ante as velas, com nossa luz, nossa vida e o nosso maior amor.
Para quê a razão se perca e a gente se encontre nas tardes de um sábado quente ou frio.
No sábado de nossa alma, em um sábado em nosso santo lugar.
Havia uma rosa na entrada e eu me calei...

O SÁBADO DE NOSSA ALMA por Dean

Escrito por Dean às 05h01


[]


Bela paz me traz o céu nesses dias lindos, apenas sua falta me adoece.
O sol toca minha pele, mas a ela não convence, ainda a tanto frio sem você.
Ó noite, caótica noite. Traz menos solidão hoje, clamo-te.
Quando a noite cai, quando a semana acaba, meus olhos húmidos fitam o horizonte.
Você não está por perto. Por onde anda o meu amor, outrora tão presente.
Jás aqui nessa terra, onde meu amor não é regado. Sou o que busca teu calor.
A viver no frio demasiado, gelado tão agora quando meus dez últimos sorrisos.
Já nem tenho amigos por perto, já não me sinto acompanhado.
Pela janela do trem conto estações, afim de perder-me na atenção que dou a essa saudade.
Dou te minha paz, ficas com ela hoje. Rogo-te, leva-a para si.
Assim ficas com esse presente, pois esse presente que vivo é loucura, dor.
Cada dia longe é um dia longe de mim.
Minha mente me engana a procurar por ti dentre as pessoas apressadas na estação.
Divido minha vida entre quase tudo, afim de me entorpecer no esquecimento.
E enfim só ficar a lembrar do bom, do teu gosto, do teu cheiro e de nossa vida juntos, te amo.
Sem mais nada a dizer.


HOJE EU QUERIA VOCÊ AO SOL por Dean

Escrito por Dean às 23h52


[]


Foi quando subi ao alto, tudo parecia tão frio.
Quase tocava nuvens, eu as quis, eu as quis.
Em um novo tempo, segui a sétima colina, finda Lisboa, finda.
Acaba comigo, me destrói, me lança longe daqui.
Eram mais que sete, eu podia vê-las todas. Sim eram mais que sete.
Catedrais velhas prédios novos, Quintas dos Calados são os Sítios dos Mortos.
Livra-me Lisboa, destrói minha alma. Mata-me de perto, ou mostras quem tu és.
Estou no alto agora, já consigo vê-la quase toda nua. Linda é ti Lisboa.
Namora-me, usa-me, corrompe-me ou deixa-me em paz.
Contei mais de sete, e nem contei colinas em aço erguidas por homens.
Apenas quis contar, colinas, desde Algés, que sinto o frio.
Corta minha alma, não tê-la toda, olhei seu rosto de perto.
Caminhei por ti quase toda, para saber que em casa sou mais feliz.
As sete direcções de teus filhos. Amamenta-me agora.
Foi quando quis cair, me seguraste, sou teu.
Confesso que não sei onde vou hoje. Sei o caminho de casa.
Mas já agora não sei como ir. Me falta pernas.
Quis ver-te despida e cansei de subir.
Mas não faltará ânimo para a próxima pintura.
Corro por tuas ruas gritando o nome dela.
Fica com ciúmes, mas amo as duas.
Odeia-me então, és apenas uma grande sítio.
Já ela, o amor maior de uma vida.
A minha oitava colina.

A CIDADE DAS SETE COLINAS por Dean

Escrito por Dean às 01h02


[]


Quando o mar foi feito…
Não se sabia então, que um dia ele transformaria numa parede.
Levantou-se o mar e cheio de imponência deitou a minha frente
Como um cão que me desafia e se impõe contra meu medo.
Hoje voltei a ter coragem de olha-lo de perto.
E bem de perto fiz correr dos meus olhos algo que aumentou seu volume e seu sal.
Tornava-se mais forte e maior cada lágrima minha.
Então entendi e me arrependi das vezes que chorei.
Cada lágrima que derramei foi seu alimento.
Devorava e sentia-se feliz, mas sempre faminto.
A saudade me faz sentir o cheiro do salitre.
Em toda parte, consome tudo.
Nos faz chorar.
O mar será faminto em minhas mãos. Pois sei o segredo dele.
Caminho até nós de novo. Sem lágrimas, sem medo.
Até o breve dia de nossa boca.
Até o breve.

O VOLUME E O SAL por Dean

Escrito por Dean às 19h39


[]


Eu que já não dormia a muito.
Meus olhos ardiam e eu pouco via.
Ela ao meu lado e em toda parte.
Era como eu, uma presença ausente, perdida entre os dias e as noites.
Falávamos de amor, de dores e de como é bom ser único.
De ser dois e ser um.
Já agora passam das sete.
Mal acorda, mal dorme e bem vive.
Eu nem sei das horas, quase sempre é dia.
As minhas declarações são as nossas e permito que fales por mim.
Um mundo estranho e novo se desvenda, que vemos e conhecemos,
Através de túneis.
Novas amizades e um oceano do tamanho dessa saudade.
Não conhecemos a liberdade, nunca a quisemos, para certas coisas
A liberdade não presta. Às vezes quando se tem é tarde demais.
Eu espero nunca está livre de você. Que nunca seja tarde demais.
Pelas janelas foscas, carros, chuva e 17 Graus.
Entre nós uns quarenta.
Vem comigo, tudo somos nós, tudo mesmo.
À noite são poucas luzes e muito vento.
Quase me lança a parede perto de casa,
Acho que bati a cabeça, acho que a machuquei.
Penso em nós, como que acordando juntos.
Sem melodramas, fodam-se as relações modernas.
Não sou moderno, prefiro ser um chato.
Quando só se tem agente e não se tem mais,
Não se tem mais nada.
Pois algo tem que valer a pena, algo que valha a pena.
Algo que seja agente, algo que esteja em nós.

MUITO VENTO por Dean

Escrito por Dean às 21h23


[]


De que me vale, se nem nasce o sol.
Quantos dinheiros salvam sua alma.
Quantos sonhos tenho ainda… Noites já não muitas.
Espero seu sorriso pela manhã escura…
Que já não está…
…É ausente esse sorriso.
Quero um dia igual aos que disse “ser lindo”.
Um céu azul em vez de uma borra cinza e manchada.
Meus óculos se perderam no caminho, minhas lembranças ainda vivem fortes e saudáveis.
Eu não sei está só, nem quero aprender, mesmo que talvez deva.
As vezes… Só as vezes, canto por você.
As cordas lembram sua presença. Fica comigo até o fim.
Vamos olhar a letras subirem outra vez.
Quando começar a terceira parte. Aquela que o mocinho se vai, não chore, por favor.
Eu nunca fui um mocinho e sou parvo demais para ser bandido.
Mudei o rumo de casa, peguei outra via, quase me perdi, mas estou aqui para te contar.
Quando olhar para mim pela manhã, em nosso dia especial.
Lembra me de dizer como tive medo, lembra-me também de como fui um homem.
Pois há dias que pareço um menino com medo do que há em baixo da cama.
Não tenho mais medo de meias brancas e ténis sujos, não tenho.
Sem esperança vou cantar mais triste.
Por isso acordo e olho no espelho, pois estou pelo melhor.
Mas depois da euforia, lembro-me de nossa última escuridão.
Bom humor, bom sabor, seu cheiro e nos junto como nunca mais.
Pois nunca há dois momentos.
Nunca há dois de nós…Nunca.
Quero você para mim, pois vamos envelhecer juntos.
Algum dia…

DIAS por Dean

Escrito por Dean às 21h22


[]


Tenho visto castelos por aqui. Muros lindos e altos.
Os cavalos agora são de ferro e são as próprias armaduras dos cavaleiros sem luta.
Perdidos como Quixotes, atrás não mas de torres mas de um dragão.
O dragão chama-se conforto, e os cavaleiros não se importam em cravar suas espadas pelas costas.
Corvardes, estes cavaleiros negam a fome, simplicidade e desventuras.
Suas espadas mais afiadas que laminas são molhadas pelas glândulas salivares
E estão amoladas entre seus dentes, dispostas a mentir e blasfemar.
Deus de meu coração: o que aconteceu?
Porque nós nos perdemos e ficamos tão longe de ti.
Peço perdão pela intimidade, mas me disseram que eu podia, que eu era parte de ti.
Acredito: corrigi me, se me engano, faz-me melhor, faz-me mais servo, mais sábio e mais forte.
Para que eu veja o meu verdadeiro dragão, a ganância.
Para que no final vossa espada toque minha cabeça e digas que posso ser chamado de Meus Filho, chamado de SIR.

CAVALEIROS DA ROSA por Dean

Escrito por Dean às 21h20


[]


Pelos canais escuros do metro
Passeiam eles…
Bem vestidos e animados, dividem comigo o espaço vazio.
Assustados os usuários observam,
Como se os demónios quebrassem as regras de uma vida prescrita.
Quem os fizeram?
Quem as fizeram?
Quem são seus pais?
Pois, já agora é outra estação, outra paragem.
Me aparecem outros demónios, na moda e fora dela.
Difícil descrever, difícil para de olhar.
Suas expressões são nada.
Pensam em vidas, em almas, em dinheiro.
Quase tudo que se compra por aqui.
 Meu rosto sonolento reflecte na janela.
Aumento um pouco a musica para sentir você, mais perto de mim.
Pois sempre voltam a me circular.

DEMÓNIOS DO METRO por Dean

Escrito por Dean às 07h56


[]


O sono só me chega quando a luz se vai.
Vem mais um dia, frio aqui e onde ela está.
Quem sabe de seu destino pelas ruas da grande cidade.
O álcool eleva seu espírito. Alegra o coração ou o faz esquecer-se.
Me faz sorri e me perder entre todas aquelas
Cinzas que você que você já conhece.
Mas uma carteira amassada, calçada úmida e poste frio.
Já nem sei se sou eu ou se é ela.
Ambos perdidos, ambos sozinhos, como todos os nossos amigos.
Outro gole, mais uma lata, novamente o chão úmido.
O frio rasga a noite, eu não devia ir tão longe.
Uma festa, uma música, vários pensamentos.
Alguém a chama pra dançar.
Às vezes eu sou alguém.
Às vezes ela nega, ela se perde, como todos nossos amigos.
Que sabem que amanhã vai amanhecer.
15 dias pra dizer o que você teve a vida toda pra falar.
O som alto o tempo todo para emudecer o pensamento.
15 dias, 14 horas e trinta e poucos segundos.
O mundo gira em translação alcoólica.
Dia e noite se confundem num misto de sinceridade e embriagues.
E no espelho do banheiro de um bar ela retoca a maquiagem e pensa em dias melhores.
Eu chego em casa à garganta me fulmina.
O sono deita em minha cama, vemos juntos a luz entrar pela janela.
É hora de dormir. Já passa da hora de acordar.


TÃO LONGE por Dean

Escrito por Dean às 19h05


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